terça-feira, setembro 05, 2006

Vaginismo


O vaginismo consiste numa reacção involuntária dos músculos vaginais, que dificulta a penetração do pénis para uma relação sexual. Isto é, a mulher tem dores quando existe uma tentativa de penetração, independentemente dela se encontrar ou não suficientemente lubrificada para permitir o coito.

Como explica o Prof. Luís Pereira Leite, da Faculdade de Medicina do Porto e director do Departamento de Ginecologia/Obstetrícia do Hospital de São João, podemos classificar o vaginismo, segundo as suas causas, em primário e secundário. O primeiro é de ordem psicológica e involuntária, o segundo tem causas fisiopatológicas, como infecções ginecológicas, algumas doenças neurológicas, etc..

O vaginismo causado por razões psicológicas é o mais frequente. «No vaginismo primário não há uma causa física objectiva. Provavelmente, o mecanismo pelo qual aparece esse vaginismo será decorrente de causas de ordem psicológica, que estão relacionadas com o passado da mulher, provavelmente com traumas de infância, etc.», explica o ginecologista. Este tipo é o mais difícil de «tratar».

Mas, para Luís Pereira Leite, existem coisas que se podem fazer para evitar o «vaginismo de natureza psicológica», como dar uma informação correcta ao casal acerca da sexualidade e genitalidade de cada um deles. É importante que o homem compreenda a fisiologia da mulher e vice-versa. E é aconselhável que o casal se prepare correctamente para uma relação sexual. É preciso ter consciência de que uma relação sexual deve ser gratificante para cada um deles, o que exige conhecimento mútuo e respeito pelas características individuais.

O homem deve tentar compreender que a mulher tem outro «timming» e que uma primeira fase de estímulo pré-coito é muito importante, a fim de possibilitar uma correcta lubrificação da vagina. O vaginismo não tem só consequências «traumáticas» a nível psicológico como «ansiedade, depressão, mas também repercussões funcionais, designadamente na fertilidade», alerta Luís Pereira Leite.

(adaptado de
http://saude.sapo.pt/gkC/3617.html)